Quando resolvi subir no palco
Então comecemos pelo começo! Por que todo reinício é um começo. E não seria diferente eu ter mais um recomeço, mas dessa vez é diferente! Por mais que meu coração queira se agarrar aos vícios do passado, meu corpo clama por mudanças e minha razão grita palavras de ordens que me levam adiante!
Farei 36 anos em breve e olhando para trás vejo que não construí nada! A menina sonhava em ser uma psicóloga de prestígio, sonhava em ajudar famílias perdidas no vício e no medo, sonhava com uma vida de abundância, mas ela não conhecia essa tal abundância que a bíblia prega e que as novelas mostram.
Passei minha vida inteira com o olhar no chão e só via o pó sujo e as sujeiras deixadas pelos os outros. Nas poucas vezes que me permiti levantar o olhar não me vi, não me olhei no espelho. Algumas pessoas entraram e saíram da minha vida, mas eu sempre continuava lá, cabeça baixa, olhos no chão, coluna curvada e dor no peito. Sabe como é né? Se você ficar um dia inteiro curvado para frente, suas costas queimarão, mas seu peito doerá como se tivesse levado um soco. Faça o teste, fique um dia inteiro curvado olhando para o chão, quando acertar sua postura novamente, sentirá tantas dores que vai preferir se deitar para descansar o corpo e vai acabar ficando por lá, seja no sofá ou na cama porque, como diria um amigo querido, se você estiver cansado e sentar, sua postura ficará ruim, seu corpo vai deslizando sem que você perceba e, quando menos esperar, estará deitado! E se você está deitado, porque não tirar um cochilo? O problema é que o cochilo vira uma tarde inteira de sono, um dia inteiro de letargia e quando se der conta, o dia, a semana, o mês, o ano.. a vida terá passado!
A minha passou por longos 34 anos diante dos meus olhos. Não passará mais! Isso porque resolvi subir no palco e cortar as cordas do passado que eu insistia em manter atadas a mim. Atadas em meu corpo, eu meu coração e principalmente às minhas mãos.
Aquela menina cresceu cercada pela mentira, pela violência e pela dor. Acreditava tanto que não valia a pena sonhar que quando sonhava ria daquilo e por vezes guardava apenas para si. Tentou colocar para fora em forma de verbo, mas ninguém lhe dava ouvidos. Mas também como poderia se nem ela se ouvia? Sempre que abria a boca, os sons do mundo gritavam mais alto e abafavam qualquer som que ela tentasse emitir.
Aí o sonho de casar passou, o sonho da família de comercial de margarina passou, os sonhos da voz bonita, do corpo curvilíneo e dos sorrisos gratuitos sumiram. Mas teve uma vez em que ela olhou para o lado e viu uma mão estendida. Com medo e com dor ela se agarrou àquela mão e não quis mais soltar. No entanto, ela não aproveitou bem a mão, se agarrou e fechou os olhos por completo. Sentia como se a mão fosse uma âncora que a mantinha segura de tudo, de todos os males. Mas um certo dia a corrente dessa "âncora" se rompeu e ela ficou a deriva. Boiava pra onde a maré a levasse. Bateu em muitos rochedos e a cada batida, aquela casca dura e machucada, ia se partindo aos poucos. A cada batida um pedaço caía.
Até que um dia ela resolveu que precisava sair da água.
Pensou em sumir, estava tão cansada que achou que talvez afundar nas águas seria a solução. A dor sumiria, o som alto das ondas cessariam e seu corpo deixaria de existir. Soltou o ar do peito e deixou que as águas turvas a levasse para longe das rochas e a dragasse para o fundo. Num instante tudo parecia calmo e acolhedor. Tinha tomado a decisão certa? Será que adormecer no fundo de um oceano seria a melhor escolha a se fazer? E quando ela sentiu a ponta do pé tocar a areia no fundo, sentiu medo! Seu medo virou pavor e no desespero buscou o ar na garganta inundada por água salgada. Num lampejo entendeu que precisava se agarrar ao fio de força que restava em seu corpo para sair dali. Buscou o último fôlego e subiu. Quando emergiu sentiu o ar frio do mar alto e a solidão de estar ali sem mão, sem âncora e sem chão. Mas precisava sair dali. Sem chances de sobreviver ali nadou como pode. Pois é, ela não sabia nadar! Mas bateu braços, pernas, engoliu muito água, mas saiu. Chegou na praia exausta. Mas tinha conseguido!
Da praia para a vida foi um pulo. Foi em busca de toalhas e roupas secas, banhou-se em água doce e se arrumou. Foi para a vida e conseguiu.. não uma, mas duas vezes realizar seu sonho. Era estudante de psicologia. No entanto, ainda escutava o agradável silêncio que vinha do fundo... do fundo de um oceano profundo e escuro, vazio de vida e de sonhos. E mais uma vez ela voltou para o mar. Deixou os livros na areia e se entregou ao abraço das ondas. Entrou naquele pedacinho exato onde as placas de perigo afastam os banhistas porque a correnteza é forte! E mais uma vez ela voltou ao fundo. Dessa vez ela chegou a deitar-se no chão de areia e quando toda sua vida passava no telão mental, ela viu de novo a menina que sofria muito, mas conseguia achar graça da vida, que amava ser rodeada por pessoas e que adorava conversar. Aquela menina olhou direto para seus olhos e abrindo-lhe um sorriso, estendeu sua mãozinha. Sua própria mão... e mais uma vez ela teve medo de adormecer e um choque atravessou seu corpo. Abriu os olhos e viu uma luz vindo do alto. Uma luz fraca.. mas que a guiava pra fora. Sentia-se leve e achou que era hora de partir.
Ela se permitiu ser guiada por essa luz e voltou para a praia. Os livros ainda estavam lá! Empoeirados, intactos... decidiu viver. E buscou ajuda! E na ajuda do outro redescobriu sua força há tanto esquecida. Pôs um basta e viu que precisava seguir em frente novamente. Fraca, cansada, esgotada! A calma do mar chamando e os olhos grudados no futuro.
E foi por causa dessa força que ela viu que era possível. Trabalhou um pouco até que mereceu férias. E foi nesses dias de descanso que, ao assistir tv, viu ali uma brecha pra voltar a sonhar. Seriam sonhos novos ou os velhos sonhos da menina mas agora com ares de gente grande?
Tinhosa que só, resolveu que mudaria. Mas a cada investida, aquele silêncio do mar morto e vazio a chamava. Teve várias quedas, mas ela tinha decidido que se levantaria de todas.
Eis que Janeiro veio e com ele, logo no primeiro dia Deus mandou um anjo. Talvez Deus tenha perdido a paciência com tantas quedas e por todas as vezes que ela olhou para o alto e brigou com Ele. Deve ter pensado: "_ Vou calar a boca dessa "fedelha" e mostrar que eu a escuto, que eu a cuido mas que ela só não reconhece isso!" E então veio um anjo. Do alto para mim, presente especial e com nome no laço! Não, este texto não é sobre esse anjo, mas sobre o momento em que eu decidi sair do banco e subir os degraus pro palco.
Esse palco que a gente chama de vida e que por quase 36 anos eu preferi ficar como espectadora. E espectador só assiste, só testemunha e eu tinha cansado de apenas testemunhar minha vida. Queria ela em minhas mãos.. queria decidir tudo o que dela seria feito. E eu fui lá, chorando, esperneando por dentro e ouvindo o silêncio do oceano.
Estava decidida, ainda estou! E hoje posso dizer que às vezes vou até a praia, molho os pés, às vezes o corpo, mas não me deixo levar pelas ondas. Lógico que estar na água é tentador, afinal repouso não cansa, não gasta energia e muito menos tempo. Mas na última vez que abandonei essas águas, eu decidi viver. E como vida em abundância não vem sem esforço, resolvi pegar esse oceano e fazê-lo menor que eu, nele joguei as dores, as correntes arrebentadas e coloquei numa caixinha. Às vezes tiro a tampa um pouquinho, mas só porque até a água precisa de ar, precisa "respirar".
E hoje foi o dia em que eu tirei a tampa por completo e resolvi olhar dentro dessas águas. Me despedi e disse que ficaria tudo bem. Porque só tem poder quem age! E eu estou agindo!
De Janeiro para cá os altos e os baixos tem se misturado. Momentos de pura alegria dão lugar à tristeza mais genuína, mas entendi que isso faz parte do que é ser humano, faz parte de mim e de você. No entanto, até a dor tem um prazo para acabar. Eu coloquei um prazo para minha. Sei que momentos de chuva e sem sol virão, mas você já viu como o dia fica lindo quando chove? Já viu como é linda a luz de um raio? Já viu aquele rastro? Os dias são todos lindos! Basta que saibamos enxergar a beleza em cada coisa que existe, seja um raio de sol ou uma gota de chuva. Já parou para pensar que em cada gota d'água há vida e que após a cada desastre a vida dá um jeito de sair e aparecer de novo?
A vida está aí para quem quer vivê-la e eu quero! Preciso! Então que o sol apareça e que a chuva caia e traga mais vida! Que molhe meu corpo por inteiro e leve embora toda dor, todo o horror, todo pensamento e toda atitude ruim. Que a água da chuva só me molhe de alegria, de prazer e de vida! De vida em abundância!
Porque eu demorei uma vida para entender que a vida só começa quando a gente decide segurar as rédeas e traçar nosso próprio caminho. Quero construir minha vida como um empreiteiro constrói os edifícios mais altos.
Como disse mais cedo a um amigo querido, passei minha vida olhando para o chão e só via a sujeira deixada pelos outros. Então dá aqui essa vassoura porque levantei minha cabeça e estou limpando meu caminho.
Num texto do passado eu ressaltava a tristeza em minha vida e dava um mergulho quase sem volta naquele oceano lindo. Se tiver curiosidade, está aqui --> http://muchpleasure.blogspot.com.br/2016/09/uma-pausa-para-outro-tipo-de-prazer-e.html
Acredite, se eu posso, se alguém pode, você também pode! Ah e tem algo que eu faço há alguns anos e que tem se intensificado a cada sorriso que surge no meu rosto: GRATIDÃO! Sem gratidão como saber o que ganhamos e o que perdemos?! Mas sobre este pontinho pequeno do dia mas que faz toda a diferença eu falo em outro momento!
Como diria Tony Hobbins, "É nos momentos de decisão que o seu destino é traçado”.
Eu decidi e estou traçando meu caminho! E você?
* Quando em Dezembro decidi fazer algo por mim, vi no programa Bem Estar da TV Globo uma matéria sobre o livro "Se A Vida É Um Jogo, Aqui Estão As Regras - Uma Abordagem Científica Sobre A Lei da Atração de Allan Pease e Barbara Pease". Esse livro não é um simples livro de auto ajuda. Ele usa bases científicas para ensinar como focar e mostra como é possível você se aperfeiçoar para focar em seus objetivos e metas.
** Como não produzo sem música (porque música é vida), esse texto veio pra vida ao som da trilha sonora de um dos melhores filmes que já vi: The Greatest Showman! Esse filme deve seguir pra vida e com certeza mostrarei ou indicarei para o máximo de pessoas que eu puder. Segue a trilha aqui liberada no Youtube pela Atlantic Records: https://www.youtube.com/watch?v=NyVYXRD1Ans&list=PL4J8WRZiwfyMQN0sjjKHCnPHlkqOa9Onb
*** E por último e não menos importante, muito pelo contrário, coloco aqui o link do site do meu Coach. Pessoa especial, profissional apaixonado e que tem me ajudado nesse processo de transição. Mas pera aí moça!?! Você, uma estudante de Psicologia se prestando aos serviços de um Coach?! Óbvio gente! Um profissional não desqualifica o outro e muito menos andam separados. Ao contrário do que se publica na mídia, um Coach lhe dá ferramentas objetivas para que você possa atingir alguns pontos específicos de forma mais rápida. Um psicólogo é como um gps que lhe mostra o caminho até você! Imagine assim, o psicólogo é o GPS e Coach o veículo! Sendo assim, segue o link: http://coachlucianovieira.com.br/
“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.” (Salmos 23:4)
Farei 36 anos em breve e olhando para trás vejo que não construí nada! A menina sonhava em ser uma psicóloga de prestígio, sonhava em ajudar famílias perdidas no vício e no medo, sonhava com uma vida de abundância, mas ela não conhecia essa tal abundância que a bíblia prega e que as novelas mostram.
Passei minha vida inteira com o olhar no chão e só via o pó sujo e as sujeiras deixadas pelos os outros. Nas poucas vezes que me permiti levantar o olhar não me vi, não me olhei no espelho. Algumas pessoas entraram e saíram da minha vida, mas eu sempre continuava lá, cabeça baixa, olhos no chão, coluna curvada e dor no peito. Sabe como é né? Se você ficar um dia inteiro curvado para frente, suas costas queimarão, mas seu peito doerá como se tivesse levado um soco. Faça o teste, fique um dia inteiro curvado olhando para o chão, quando acertar sua postura novamente, sentirá tantas dores que vai preferir se deitar para descansar o corpo e vai acabar ficando por lá, seja no sofá ou na cama porque, como diria um amigo querido, se você estiver cansado e sentar, sua postura ficará ruim, seu corpo vai deslizando sem que você perceba e, quando menos esperar, estará deitado! E se você está deitado, porque não tirar um cochilo? O problema é que o cochilo vira uma tarde inteira de sono, um dia inteiro de letargia e quando se der conta, o dia, a semana, o mês, o ano.. a vida terá passado!
A minha passou por longos 34 anos diante dos meus olhos. Não passará mais! Isso porque resolvi subir no palco e cortar as cordas do passado que eu insistia em manter atadas a mim. Atadas em meu corpo, eu meu coração e principalmente às minhas mãos.
Aquela menina cresceu cercada pela mentira, pela violência e pela dor. Acreditava tanto que não valia a pena sonhar que quando sonhava ria daquilo e por vezes guardava apenas para si. Tentou colocar para fora em forma de verbo, mas ninguém lhe dava ouvidos. Mas também como poderia se nem ela se ouvia? Sempre que abria a boca, os sons do mundo gritavam mais alto e abafavam qualquer som que ela tentasse emitir.
Aí o sonho de casar passou, o sonho da família de comercial de margarina passou, os sonhos da voz bonita, do corpo curvilíneo e dos sorrisos gratuitos sumiram. Mas teve uma vez em que ela olhou para o lado e viu uma mão estendida. Com medo e com dor ela se agarrou àquela mão e não quis mais soltar. No entanto, ela não aproveitou bem a mão, se agarrou e fechou os olhos por completo. Sentia como se a mão fosse uma âncora que a mantinha segura de tudo, de todos os males. Mas um certo dia a corrente dessa "âncora" se rompeu e ela ficou a deriva. Boiava pra onde a maré a levasse. Bateu em muitos rochedos e a cada batida, aquela casca dura e machucada, ia se partindo aos poucos. A cada batida um pedaço caía.
Até que um dia ela resolveu que precisava sair da água.
Pensou em sumir, estava tão cansada que achou que talvez afundar nas águas seria a solução. A dor sumiria, o som alto das ondas cessariam e seu corpo deixaria de existir. Soltou o ar do peito e deixou que as águas turvas a levasse para longe das rochas e a dragasse para o fundo. Num instante tudo parecia calmo e acolhedor. Tinha tomado a decisão certa? Será que adormecer no fundo de um oceano seria a melhor escolha a se fazer? E quando ela sentiu a ponta do pé tocar a areia no fundo, sentiu medo! Seu medo virou pavor e no desespero buscou o ar na garganta inundada por água salgada. Num lampejo entendeu que precisava se agarrar ao fio de força que restava em seu corpo para sair dali. Buscou o último fôlego e subiu. Quando emergiu sentiu o ar frio do mar alto e a solidão de estar ali sem mão, sem âncora e sem chão. Mas precisava sair dali. Sem chances de sobreviver ali nadou como pode. Pois é, ela não sabia nadar! Mas bateu braços, pernas, engoliu muito água, mas saiu. Chegou na praia exausta. Mas tinha conseguido!
Da praia para a vida foi um pulo. Foi em busca de toalhas e roupas secas, banhou-se em água doce e se arrumou. Foi para a vida e conseguiu.. não uma, mas duas vezes realizar seu sonho. Era estudante de psicologia. No entanto, ainda escutava o agradável silêncio que vinha do fundo... do fundo de um oceano profundo e escuro, vazio de vida e de sonhos. E mais uma vez ela voltou para o mar. Deixou os livros na areia e se entregou ao abraço das ondas. Entrou naquele pedacinho exato onde as placas de perigo afastam os banhistas porque a correnteza é forte! E mais uma vez ela voltou ao fundo. Dessa vez ela chegou a deitar-se no chão de areia e quando toda sua vida passava no telão mental, ela viu de novo a menina que sofria muito, mas conseguia achar graça da vida, que amava ser rodeada por pessoas e que adorava conversar. Aquela menina olhou direto para seus olhos e abrindo-lhe um sorriso, estendeu sua mãozinha. Sua própria mão... e mais uma vez ela teve medo de adormecer e um choque atravessou seu corpo. Abriu os olhos e viu uma luz vindo do alto. Uma luz fraca.. mas que a guiava pra fora. Sentia-se leve e achou que era hora de partir.
Ela se permitiu ser guiada por essa luz e voltou para a praia. Os livros ainda estavam lá! Empoeirados, intactos... decidiu viver. E buscou ajuda! E na ajuda do outro redescobriu sua força há tanto esquecida. Pôs um basta e viu que precisava seguir em frente novamente. Fraca, cansada, esgotada! A calma do mar chamando e os olhos grudados no futuro.
E foi por causa dessa força que ela viu que era possível. Trabalhou um pouco até que mereceu férias. E foi nesses dias de descanso que, ao assistir tv, viu ali uma brecha pra voltar a sonhar. Seriam sonhos novos ou os velhos sonhos da menina mas agora com ares de gente grande?
Tinhosa que só, resolveu que mudaria. Mas a cada investida, aquele silêncio do mar morto e vazio a chamava. Teve várias quedas, mas ela tinha decidido que se levantaria de todas.
Eis que Janeiro veio e com ele, logo no primeiro dia Deus mandou um anjo. Talvez Deus tenha perdido a paciência com tantas quedas e por todas as vezes que ela olhou para o alto e brigou com Ele. Deve ter pensado: "_ Vou calar a boca dessa "fedelha" e mostrar que eu a escuto, que eu a cuido mas que ela só não reconhece isso!" E então veio um anjo. Do alto para mim, presente especial e com nome no laço! Não, este texto não é sobre esse anjo, mas sobre o momento em que eu decidi sair do banco e subir os degraus pro palco.
Esse palco que a gente chama de vida e que por quase 36 anos eu preferi ficar como espectadora. E espectador só assiste, só testemunha e eu tinha cansado de apenas testemunhar minha vida. Queria ela em minhas mãos.. queria decidir tudo o que dela seria feito. E eu fui lá, chorando, esperneando por dentro e ouvindo o silêncio do oceano.
Estava decidida, ainda estou! E hoje posso dizer que às vezes vou até a praia, molho os pés, às vezes o corpo, mas não me deixo levar pelas ondas. Lógico que estar na água é tentador, afinal repouso não cansa, não gasta energia e muito menos tempo. Mas na última vez que abandonei essas águas, eu decidi viver. E como vida em abundância não vem sem esforço, resolvi pegar esse oceano e fazê-lo menor que eu, nele joguei as dores, as correntes arrebentadas e coloquei numa caixinha. Às vezes tiro a tampa um pouquinho, mas só porque até a água precisa de ar, precisa "respirar".
E hoje foi o dia em que eu tirei a tampa por completo e resolvi olhar dentro dessas águas. Me despedi e disse que ficaria tudo bem. Porque só tem poder quem age! E eu estou agindo!
De Janeiro para cá os altos e os baixos tem se misturado. Momentos de pura alegria dão lugar à tristeza mais genuína, mas entendi que isso faz parte do que é ser humano, faz parte de mim e de você. No entanto, até a dor tem um prazo para acabar. Eu coloquei um prazo para minha. Sei que momentos de chuva e sem sol virão, mas você já viu como o dia fica lindo quando chove? Já viu como é linda a luz de um raio? Já viu aquele rastro? Os dias são todos lindos! Basta que saibamos enxergar a beleza em cada coisa que existe, seja um raio de sol ou uma gota de chuva. Já parou para pensar que em cada gota d'água há vida e que após a cada desastre a vida dá um jeito de sair e aparecer de novo?
A vida está aí para quem quer vivê-la e eu quero! Preciso! Então que o sol apareça e que a chuva caia e traga mais vida! Que molhe meu corpo por inteiro e leve embora toda dor, todo o horror, todo pensamento e toda atitude ruim. Que a água da chuva só me molhe de alegria, de prazer e de vida! De vida em abundância!
Porque eu demorei uma vida para entender que a vida só começa quando a gente decide segurar as rédeas e traçar nosso próprio caminho. Quero construir minha vida como um empreiteiro constrói os edifícios mais altos.
Como disse mais cedo a um amigo querido, passei minha vida olhando para o chão e só via a sujeira deixada pelos outros. Então dá aqui essa vassoura porque levantei minha cabeça e estou limpando meu caminho.
Num texto do passado eu ressaltava a tristeza em minha vida e dava um mergulho quase sem volta naquele oceano lindo. Se tiver curiosidade, está aqui --> http://muchpleasure.blogspot.com.br/2016/09/uma-pausa-para-outro-tipo-de-prazer-e.html
Acredite, se eu posso, se alguém pode, você também pode! Ah e tem algo que eu faço há alguns anos e que tem se intensificado a cada sorriso que surge no meu rosto: GRATIDÃO! Sem gratidão como saber o que ganhamos e o que perdemos?! Mas sobre este pontinho pequeno do dia mas que faz toda a diferença eu falo em outro momento!
Como diria Tony Hobbins, "É nos momentos de decisão que o seu destino é traçado”.
Eu decidi e estou traçando meu caminho! E você?
* Quando em Dezembro decidi fazer algo por mim, vi no programa Bem Estar da TV Globo uma matéria sobre o livro "Se A Vida É Um Jogo, Aqui Estão As Regras - Uma Abordagem Científica Sobre A Lei da Atração de Allan Pease e Barbara Pease". Esse livro não é um simples livro de auto ajuda. Ele usa bases científicas para ensinar como focar e mostra como é possível você se aperfeiçoar para focar em seus objetivos e metas.
** Como não produzo sem música (porque música é vida), esse texto veio pra vida ao som da trilha sonora de um dos melhores filmes que já vi: The Greatest Showman! Esse filme deve seguir pra vida e com certeza mostrarei ou indicarei para o máximo de pessoas que eu puder. Segue a trilha aqui liberada no Youtube pela Atlantic Records: https://www.youtube.com/watch?v=NyVYXRD1Ans&list=PL4J8WRZiwfyMQN0sjjKHCnPHlkqOa9Onb
*** E por último e não menos importante, muito pelo contrário, coloco aqui o link do site do meu Coach. Pessoa especial, profissional apaixonado e que tem me ajudado nesse processo de transição. Mas pera aí moça!?! Você, uma estudante de Psicologia se prestando aos serviços de um Coach?! Óbvio gente! Um profissional não desqualifica o outro e muito menos andam separados. Ao contrário do que se publica na mídia, um Coach lhe dá ferramentas objetivas para que você possa atingir alguns pontos específicos de forma mais rápida. Um psicólogo é como um gps que lhe mostra o caminho até você! Imagine assim, o psicólogo é o GPS e Coach o veículo! Sendo assim, segue o link: http://coachlucianovieira.com.br/
“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.” (Salmos 23:4)
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